sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Comentário econômico

A semana está acabando e, mesmo com uma sexta-feira nervosa nos mercados, essa foi a semana mais calma desde o estouro da atual crise financeira.
Enquanto isso, os líderes latino-americanos estão reunidos em El Salvador para discutir sobre desenvolvimento e juventude. Porém, como era de se esperar, o assunto dominante em praticamente todos os discursos foi a atual crise financeira mundial. Lula atacou aqueles que “especulam com a esperança e vendem ilusões". Já morales criticou a ajuda que os países ricos estão dando aos seus sistemas financeiros. Cristina Kirchner, que sonha em ser amada como evita peron pelos argentinos, setenciou: “um modelo, o neoliberal, que se achava indestrutível, fracassou”.
Os países latino-americanos sempre foram pródigos em elegerem líderes que falam muito e agem pouco. Esses caudilhos acreditam no poder das palavras sobre as ações e crêem que um bom discurso carrega o poder da mudança. Mas sabemos que isso não é verdade. Atacar os países ricos e culpá-los pela crise não vai resolver nossos problemas. Muitos desses que atacam o que consideram de irresponsabilidade dos paises desenvolvidos beneficiaram-se desta quando a economia global estava aquecida. O presidente venezuelano Chaves não reclamou do barril de petróleo a mais de 150 dolares, que o ajudou a manter-se no poder e a distribuir ajuda aos paises que submetiam-se a sua influência. Mesmo o Brasil beneficiou-se da euforia mundial, exportando comodities como nunca. Se não reclamamos quando estava bom para todos, não devemos fazê-lo agora. Menos palavras e mais ação é o que esperamos.

Escrito pelo Professor Cláudio Maximiliano Branchieri.

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