quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O dia em que me separei de meu apêndice


Então tá...te vejo depois da cirurgia!! Foi o que o Dr. Rodrigo me disse depois de encontrar meu apêndice inflamado na tela do ecógrafo.
Momento de pânico. Eu só pensava: "sou muito jovem pra me separar do meu apêndice!!"
Ok mocinha, tire toda a roupa e vista isso. E a enfermeira me estendeu uma "camisola" aberta atrás.
Tirei a roupa. Olhei pras minhas pernas e disse pra minha mãe que me acompanhava: vou até em casa e já volto. Tarde demais, já estavam me arrastando pra sala de cirurgia...Quando entrei lá que me dei conta da minha situação: pelada, com as pernas "cabeludas" na frente de três médicos gatinhos...era o meu fim!!
Me deitaram, aliás, me sentaram na mesa, me anestesiaram da cintura pra baixo, me deitaram de novo, me amarraram feito Jesus Cristo e me encheram de tubos e fios. Levantaram minha "camisola", e eu lá, acordadíssima e nua!!
Prontos??? Ok, bisturi. Eu pensei: bisturi??? Porra, vão mesmo me abrir, que emoção!!! Hei, eu quero ver!!!
Não, tu não pode ver, relaxa.
Não dá pra relaxar não, meu nariz tá coçando!! (porque o nariz sempre coça qndo ã gente não pode coçar ele???) O anestesista coça gentilmente meu nariz...alívio temporário. U2 tocando na sala...Andréia cantando junto com o Bono Vox, meio bêbada de Dormonid..."in the name of love..."
Ô moço!! meu nariz tá coçando de novo...e lá vai o anestesista gatinho coçar meu nariz...continua a música, continua a cirurgia...continuo eu cantando feito uma demente. Quem canta quando estão lhe abrindo??? Eu cantei.
Pronto moça!! Olha que coisa feia esse apêndice!!
Ah mas eu queria que teu irmão tivesse feito minha cirurgia...Tudo bem, não tem problema, eu coloco de volta e chamo ele...
Não precisa mais. Era feio mesmo, amarelo...mas era meu!!!
Me costuraram e me levaram pra sala de recuperação, onde não calei a boca um segundo sequer. Eu teria me dado um calmante em dose pra fazer cavalo dormir, mas não, me deixaram acordada, curtindo a anestesia perder o efeito, enquanto eu tentava me ajeitar na cama e não conseguia, pq minhas pernas e minha bunda não obedeciam aos meus comandos. E então, continuava tagarelando....
Ainda bem que cortaram o apêndice e não a minha língua!!!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Trabalho ingrato

Existem mil coisas pra eu fazer, mas nesse exato momento (17:46h) estou comendo biscoitos.
Hoje não estou com pressa...depois da minha auto-terapia (nem queiram saber como foi), terminei o maldito trabalho pra apresentar segunda. É bem verdade que ainda estou sem entender o que o texto tem a ver com a disciplina... Vontade de cortar os pulsos...do cara que escreveu a porcaria depressiva e depreciativa do livro e, do professor maluco que fez a gente ler tal sandice.
Mas, como diria muita gente por aí, isso tudo faz parte da construção do raciocínio e do conhecimento. Um passo importante e necessário para que vossos cérebros se encham de novas palavras e expressões e para que vcs tenham mutio assunto na hora de conversar com alguém.
Ora bolas!!!
Alguém aí estaria interessado em travar um discussão acerca do lixo???
Ok. Me rendo. O lixo é sim importante.
O que faz de meu cérebro importante. O que faz de meu presidente importante. o que faz da lata de coca-cola importante. E, incrível, o que faz do cocô dos meus gatos importante....
.....
E antes que eu fale mais besteiras descabidas, ou fale o que não devo falar, vou-me embora. Para Pasárgada???
Não, para o mundo encantado da UCS...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

AAAhhhhhhhhhhh


Ai meu Deus!! Que semana!!
Minha palavra de ordem (ou desordem) de hoje, é impaciência, ansiedade.
O que eu queria fazer???
Voar de avião e cair na ilha de Lost, de preferência encontrar o Dr. Jack por lá...
Que coisa!!
Que vida esquisita!
O que me lembra um trecho de uma música que diz:

" Na verdade continuo
Sob a mesma condição
Distraindo a verdade
E enganando o coração..."

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Boom


" Eu queria ter uma bomba
um flit paralisante qualquer
pra poder te negar
bem no último instante..."

Estou prestes a expodir!!!
Sou uma panela de pressão,
Uma Little Boy prestes a ser lançada,
Um míssel em queda...

Chega!!!
Quero férias!!!
Quero gritar até perder a voz...
pra ver se adianta, alivia.

Quero correr até o coração e os pulmões
pedirem água..
correr sem rumo
sem estrada
sem companhia.

Morrer??
Não...morrer não é o fim.
Sangrar...
Escorrer, escorregar.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

All Star


"...estranho mas já me sinto como um velho amigo seu..."

Sabe quando vc encontra uma pessoa que parece que faz tempo q vc conhece??
Mesmo sem nunca terem se falado mto, mesmo sem saber qual é a cor preferida, ou do que essa pessoa sente medo, parece que vcs são velhos amigos, já trocaram mtas confidências, contaram mtas histórias um pro outro.
É aquela sensação de confiança plena, de cumplicidade, mesmo que nada seja mto profundo.
É quando vc se sente tão bem que pode pular no pescoço dessa pessoa e brincar de ser criança por cinco minutos e arrancar uma gostosa risada dela, ou fazer um largo monólogo sobre a crise de meia idade que vc está vivendo e essa pessoa prestar atenção (ou fingir mto bem!) sem cochilar.
É quando vc pensa que essa pessoa é a primeira que vc gostaria mto de mandar um e-mail contando as gargalhadas que deu assistindo um jogo de futabol do time de vcs e fazer gozação do cara que perdeu o gol, quando não havia goleiro pra defender.
É quando vc gostaria de confidenciar uma coisa mto feia da sua vida mas tem medo de perder a companhia pra sempre e então, deixa de lado e engole a confissão, pq lembra da reação das pessoas quando ficaram sabendo.
É quando vc sente carinho, raiva, tesão, medo, etc, mesmo não podendo manifestar nenhum tipo de comentário, e a outra pessoa entende o que vc quer dizer.
É ficar em silêncio e esse silêncio não ser incômodo.
É ter quase certeza do que o outro sente e aguardar o momento certo pra pular no pescoço e dizer tudo o que estava entalado na garganta e não podia sair.
É fazer um comentário e cair na gargalhada.
É ser tão natural, que parece que a primeira vez foi há mto tempo atrás que não vale mais a pena sentir vergonha.
Sentir falta de falar sobre tudo e sobre nada.
Sentir perto, mesmo estando só.

"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você..."

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Um conto sobre o dia da vingança


Era só uma vingança, nada além disso.
Acordou naquele dia com um frio no estômago e com vontade de cantar um rock qualquer pra afastar os pensamentos.
Estava arrumado, tudo combinado, o coração saindo pela boca. Pontualidade britânica.
Ansiedade desde que tinham marcado o dia para executar o plano de vingança. Nunca tinha feito aquilo, mas também nunca tinha tido vontade ou motivo para tal. Era uma nova experiência.
Entrou no carro, cruzou os braços, tentando não demonstrar o q sentia. O carro se movimentava, mas as palavras só caminhavam até a ponta da língua e voltavam toscas, envergonhadas.
O plano era perfeito, não daria errado. E não deu. Foi perfeito.
Chegou e entrou, meia dúzia de palavras trocadas, um rock n' roll tocando.
Era o crime perfeito...sem testemunhas, sem digitais,sem suspeitos, sem sangue.
A arma em punho, de costas para a parede fria, o suor escorrendo pela testa, adrenalina pura correndo nas veias...
De um só golpe consumou a vingança. Executou o plano sem arrependimentos. Seguiu seu caminho depois de tudo.
Estava tudo certo, tudo calmo. O dia era de sol e não estava frio.
Tudo aconteceu como se já acontecesse ha muito tempo, como se já fissesse aquilo ha anos, já soubesse cada passo que deveria ser dado, cada coisa que ia acontecer.
Sentiu que aquilo já fazia parte do show.
Sentiu que era livre.
E a partir dali, nada mais seria igual.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Uma música

Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

tudo bem...até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento

muito prazer...ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Devagar...divagar.


Ai que durezaaaa....
Recomençaram as aulas, não resolveu-se nada. Levou um fora.
Estou morrendo de sono e de tédio.
Amigos? Sim, claro. Ótimo. Maravilha!
A cabeça gira e dói, o coração palpita. Devia parar logo ao invés de incomodar.
Mas a gente ama com o cérebro. E odeia também. E se engana.
A vida está boa, mexer agora seria problema. Ok, sem neuras. Era só sexo mesmo. A música nem era pra mim!!
Calma, eu te entendo. Pior que eu entendo. O jogo virou, os papéis se inverteram. Eu mereço.
Mas e eu mereço?? Devagar...divagar.
Por que o mundo não pára pra gente ajeitar as coisas?? Uma paradinha só! Eu quero descer!!!
Ou melhor: podia voltar, andar ao contrário. Deixa, não iria adiantar. Não nos arrependamos das coisas feitas e nem das coisas não feitas.
Vamos como os AAs: um dia de cada vez. Até que a hora de ir, de repente, chegue...sem aviso que é melhor!

Por último, uma lembrança, uma homenagem...é pra uma pessoa que não conheci, mas que com certeza ensinou a vida pra quem tava do lado dela...vai em paz Camila!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Arroz, feijão e o Bife


Quando o mundo não faz mais sentido nenhum ou quando as coisas que pareciam tão bem encaixadas começam a se desmontar, o que vc faz?? Tenta o suicídio, relaxa e goza ou procura uma saída?? Toma uma pílula da felicidade e bota a cara pra fora das cobertas mais um dia, enfrenta corajosamente o frio que faz (e que dó vc sente), dá uma sacudida nos ombros e pensa que as coisas podiam estar piores e, que só há uma coisa que se pode fazer: VIVER!
Parece fácil, mas nunca é. Mexer em coisas que estão paradas há muito tempo pode mexer com estruturas que não são mais tão móveis quanto eram antes e, aí, se não mexer com cuidado, a estrutura pode ruir e tudo vir ao chão.
Mas uma pílula por dia garante um pouco de sanidade e às vezes, faz acordar.
Aí vc percebe que sua vida precisa de uma coisa a mais do que o básico feijão com arroz de sempre...vc percebe que precisa comer um belo bife pra sentir o sabor que tava meio esquecido num cantinho do cérebro. Quando vc toma coragem de ir atrás do bife, experimenta uma lasquinha da carne suculenta, vc que o resto. E vc come, saboreia cada pedaço e a cada mordida, vai lembrando do quão doce é experimentar coisas diferentes.
E vc busca o bife cada vez mais, sem se importar se vai ter feijão com arroz ou não. Pq é a aventura que move seres inquietos...a monotonia os mata. E enquanto vc está comendo o bife, provando outro sabor, que tudo o que existe além de vc e do bife, parece não mais existir...só vc, o bife e o rádio tocando qualquer música que, na verdade, não importa muito. É o bife que vc quer, pq vc raramente o come, não a música.
E se alguém cantar a música, baixinho, ao pé do ouvido entre um beijo e outro??
Viva o bife!!!