
Era só uma vingança, nada além disso.
Acordou naquele dia com um frio no estômago e com vontade de cantar um rock qualquer pra afastar os pensamentos.
Estava arrumado, tudo combinado, o coração saindo pela boca. Pontualidade britânica.
Ansiedade desde que tinham marcado o dia para executar o plano de vingança. Nunca tinha feito aquilo, mas também nunca tinha tido vontade ou motivo para tal. Era uma nova experiência.
Entrou no carro, cruzou os braços, tentando não demonstrar o q sentia. O carro se movimentava, mas as palavras só caminhavam até a ponta da língua e voltavam toscas, envergonhadas.
O plano era perfeito, não daria errado. E não deu. Foi perfeito.
Chegou e entrou, meia dúzia de palavras trocadas, um rock n' roll tocando.
Era o crime perfeito...sem testemunhas, sem digitais,sem suspeitos, sem sangue.
A arma em punho, de costas para a parede fria, o suor escorrendo pela testa, adrenalina pura correndo nas veias...
De um só golpe consumou a vingança. Executou o plano sem arrependimentos. Seguiu seu caminho depois de tudo.
Estava tudo certo, tudo calmo. O dia era de sol e não estava frio.
Tudo aconteceu como se já acontecesse ha muito tempo, como se já fissesse aquilo ha anos, já soubesse cada passo que deveria ser dado, cada coisa que ia acontecer.
Sentiu que aquilo já fazia parte do show.
Sentiu que era livre.
E a partir dali, nada mais seria igual.
Um comentário:
Este é realmente o dia da vingança perfeito,,,
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