quinta-feira, 26 de março de 2009

Certezas

Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.

Mário Quintana

quarta-feira, 25 de março de 2009

Engano


Ontem convidei uma pessoa para um café.
Eu, crente que levaria um não, breve e indiscutível como resposta, caí do cavalo.
Temporariamente, claro.
Por um espaço de 2 ou 3 minutos entre uma mensagem e outra.
Mas aí pensei: "tem boi nessa linha. Foi fácil demais."
E realmente...tinha uma boiada na linha.
Foi mais ou menos como tirar um doce de uma criança faminta.
E o café foi por água abaixo.
Em seu lugar, tomei um Toddynho, "sentada à beira do caminho", com meu lindo sapatinho de gesso, observando as involuções da raça humana.
As observações foram muitas...o pensamento foi único.
Uma hora candei e parti, com a velha sensação de derrota e de não explicação.
Com a boca do estômago comprimida e as têmporas pulsando.
Nenhuma doença não.
Apenas raiva.
De quem??
Do engano.

quarta-feira, 18 de março de 2009


Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrga ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.

Este o nosso destino:amor sem conta,
distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 17 de março de 2009

Apagaram tudo??

"Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza,
Só sobrou no muro
Tristeza e tinta fresca..."


Nada mais se faz se não houver alguma vantagem inclusa no pacote??
Favores, gentilezas são coisas que estão ultrapassadas, perderam o sentido??
Sou tão inocente, pelo fato de ficar abismada quando as pessoas que poderiam fazer, se negam ou cobram pelo trabalho, que não tomaria mais de 5 minutos de tempo??
Existe gente que não tem a sensibilidade de se colocar no lugar do outro, de pensar que um dia pode ser ele a precisar de ajuda...
E me chamam de pessimista e tola... mas não sei onde esse mundo irá parar se todas as pessoas começarem a agir dessa maneira mercenária, sem escrúpulos ou o mínimo de sentimento pelas pessoas.
Por isso esse país é do jeito que é.
Porque a grande massa é individualista, gananciosa.
Porque a grande massa não se dá conta que ao morrer, vai apodrecer e feder, que na morte não existe diferença.
No fim, todo mundo é só um monte de matéria orgânica poluente.
No fim, todo mundo vira pó.
E o dinheiro não serve pra nada.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Honestidade = defeito de caráter


Sabem qual é o problema de ser honesto???
Incompreensão.
Sério. Num país como esse nosso, ser honesto é ter que responder perguntas do tipo: "o que você ganha sendo honesto?" "Qual a vantagem disso?"
Por essas bandas, ser honesto é ser taxado de louco, sonhador, besta. A honestidade afasta as pessoas. Será que é por medo de alguma coisa??
Sinceridade não é uma coisa muito apreciada não e quem diz que gosta, está mentindo.
Mentindo sim!!!!
Conhecem o chavão " a verdade dói"? Pois é...quem é que gosta de sentir dor??
As pessoas em geral detestam ouvir a verdade. Ninguém está preparado pra lidar com a verdade, sair do comodismo, enfrentar o novo.
Detesto ser honesta.
Não é meu gênio que afasta as pessoas.
Nunca deveria ter dito que te amava...tu não merecias saber.
E eu não precisaria passar pela humilhação de ver o que sinto espezinhado e ser tratado com indiferença, como se fosse um cascalho no tênis.
Felizmente agora aprendi como lidar com pessoas como você. Pena que foi tarde.
Voltar no tempo seria uma dádiva que eu jamais saberia agradecer, por isso talvez que eu não a mereça.