terça-feira, 30 de setembro de 2008

Segunda-feira


Ontem aconteceram algumas coisas engraçadas.
Cena 1: Porco-Espinho saí correndo como doida atrás do ônibus de manhã cedo. Quando estava subindo os degraus do mercedão, aconteceu o que, definitivamente acabaria com toda a minha pose daquele dia: um tropeção homérico e um quase tombo na frente de uma enorme platéia. Mas cara-de-pau que é cara-de-pau de verdade, não fica nem vermelha e, ainda empina o narigão e faz cara de: "que que é??? Nunca viram ninguém se estabacando no chão???"
Cena 2: de repente, no ônibus a caminho da universidade, vejo um banco vago, ali sem ninguém sentado, só me esperando. Eis que sento. Ao sentar, escuto um som familiar. Penso: "ai meu Deus! sentei num pobre grilo!!" Levantei. Nada. Sentei novamente e o som continuava...cri, cri, cri insistentemente. Coloco a cabeça por entre as pernas e verifico embaixo do assento...nada de grilo. Quando me dei conta, as pessoas ao meu redor olhavam incrédulas ou no mínimo, intrigadas com a cena. Me fiz de "salame" e esqueci do grilo.
Cena 3: dia de prova. Sala cheia e fechada. Eu, com hiperreatividade brônquica. Sentei. O professor entregou a prova. Silêncio. Aí, do nada, sem mais nem menos, minha garganta começa a coçar desesperadamente. Cof! Cof! Cof! Tosse de cachorro atacando... Colegas furiosos voltando os olhares pra mim. Lágrimas escorrendo dos olhos e a cara quase roxa. Olho em súplica para o professor e saio em disparada na direção da saída. Ninguém merece.
Pelo menos, acho que fui bem na prova, segundo o gabarito extra-oficial.
Hoje, ainda nada de engraçado.

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