terça-feira, 16 de setembro de 2008

Vida boa, exceto...

A minha vida é boa. Tenho um emprego legal, faço uma faculdade legal, com bolsa de estudos em uma das melhores universidades do Brasil. Tenho pai, mãe, irmão, animais de estimação, casa, comida, roupa e moro numa cidade grande e boa.
Só tem uma coisa que realmente é ruim na minha vida.
É o fato de eu ser borderline.
Ser borderline é não ter constância em quase nada.
Uma hora a gente ama, mas ama tanto que pensa que não vai sobreviver se estiver longe do ser amado por mais de 15 minutos. Na hora seguinte, odeia a quem antes amou desesperadamente.
Acorda de mau-humor, meia hora depois, está cantando feliz como os passarinhos que voam no céu, mas de tarde...ódio mortal da vida.
A gente tem medo de ser abandonado, por isso faz uma tremenda tempestade em copo d'água por causa de uma viagem de um dia. A gente detesta que nos machuquem, mas adoramos machucar, mesmo que inconscientemente. Quando estamos bravos, somos como uma methalahdora giratória: não tem alvo certo pra acertar, o que ou quem estiver na frente, leva tiro. Quando estamos deprimidos, imploramos desesperados pela morte.
Nos arrependemos de machucar os outros e tbm nos arrependemos quando nos machucamos.
Nossa palavra de ordem (ou desordem) é o tédio. Nada consegue preencher o nosso vazio existencial e prender nossa atenção durante muito tempo.
Deixamos de gostar assim como começamos a gostar: de repente como um tufão.
Somos considerados anti-sociais e frios.
Somos obsessivos e ansiosos.
Detestamos que sejam obsessivos e controladores conosco.
Ás vezes (na maaioria delas), não nos suportamos.
Não temos papas na língua, falamos tudo o que nos vem na cabeça, sem pensar nas consequências das palavras.
Raramente a gente termina o que começa.
Temos comportamentos auto-destrutivos.
Somos muito inteligentes.
Não tente nos enganar. Não nos tire do sério.
Fora tudo isso...a minha vida é boa.

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